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quinta-feira, 14 de maio de 2026

O Fim da Isenção? Entenda a Nova "Taxa das Blusinhas" e o que Mudou nas Importações


Se você é do time que adora garimpar uma comprinha na Shein, Shopee ou AliExpress, com certeza acompanhou a novela da "taxa das blusinhas". O que antes era um mar de isenções para compras pequenas, agora ganhou regras novas e um imposto que impacta direto no carrinho.

Mas afinal, a isenção acabou mesmo? O que diz a nova legislação? Vamos desvendar os pontos principais dessa mudança sem juridiquês.

O que é a "Taxa das Blusinhas"?

O termo apelidou a nova tributação federal sobre compras internacionais de até US$ 50. Antigamente, essas compras eram isentas de Imposto de Importação (desde que a empresa estivesse no programa Remessa Conforme).

Com a sanção da Lei 14.902/2024 (que surgiu de um "jabuti" na lei do Programa Mover), essa moleza acabou.

Como ficou a conta:

  • Compras até US$ 50: Agora pagam 20% de Imposto de Importação.

  • Compras entre US$ 50,01 e US$ 3.000: Pagam 60% de Imposto de Importação, com um desconto fixo de US$ 20 no valor do tributo total.

Não esqueça do ICMS!

Aqui é onde muita gente se assusta no checkout. Além dos 20% federais (a taxa das blusinhas), existe o ICMS, que é um imposto estadual.

  • O ICMS é fixado em 17% para todo o Brasil em compras internacionais.

  • Atenção: O cálculo do ICMS é "por dentro", o que significa que ele incide sobre o valor da mercadoria já somado ao imposto de importação. Na prática, a carga tributária total para compras de até 50 dólares fica em torno de 44%.

Principais Pontos da Mudança (Regras Atuais)

Para não se perder, aqui estão os pilares da nova regulamentação:

ItemRegra Atual
Limite de IsençãoNão existe mais isenção de Imposto de Importação (federal) para fins comerciais.
Alíquota Mínima20% para produtos de até US$ 50.
Programa Remessa ConformeAs lojas que aderiram ao programa mostram o imposto direto no carrinho. Se a loja não estiver no programa, a taxa pode ser maior e o produto parar na fiscalização.
MedicamentosSeguem isentos de imposto de importação para pessoas físicas, desde que atendam às normas da Anvisa.

Por que essa mudança aconteceu?

O governo e o setor varejista nacional argumentaram que a isenção total criava uma concorrência desleal. Enquanto a loja da sua cidade paga impostos para produzir e vender, as plataformas internacionais entravam no Brasil sem taxação federal. A ideia da nova lei é equilibrar o jogo (mesmo que isso pese no bolso do consumidor final).

Dicas para continuar comprando

Ainda vale a pena comprar fora? Em muitos casos, sim, mas a estratégia mudou:

  1. Olhe o "Imposto Incluído": Prefira sites que já calculam tudo no carrinho. Evita surpresas e o risco de o produto ficar retido nos Correios esperando pagamento.

  2. Cuidado com o Frete: O valor do frete entra no cálculo dos US$ 50. Se o produto custa US$ 45 e o frete US$ 10, você já cai na faixa dos 60% de imposto!

  3. Cupons e Moedas: Use todos os descontos possíveis antes do fechamento, pois o imposto incide sobre o valor final pago.

A era das "comprinhas de 10 reais" sem nenhuma taxa ficou para trás. Agora, o planejamento é essencial. A "taxa das blusinhas" é a melhor forma de não ter dor de cabeça com a Receita Federal.

A grande novidade de 2026 é a MP 1.357/2026, que suspendeu a cobrança dos 20% de Imposto de Importação para compras internacionais de até US$ 50. Essa medida tem força de lei imediata, ou seja, a isenção federal já está valendo no carrinho de compras. Porém, o prazo para aproveitar é estratégico: como toda Medida Provisória, ela tem validade de 60 dias, prorrogáveis por mais 60, totalizando um fôlego de 120 dias (aproximadamente até setembro de 2026).

Para que essa isenção se torne definitiva, o Congresso Nacional precisa votá-la e aprová-la antes desse prazo vencer. Caso os parlamentares não votem ou rejeitem o texto sob pressão do varejo nacional, a taxa de 20% volta a ser cobrada automaticamente após os 4 meses. Vale lembrar que essa MP derruba apenas o imposto federal; o ICMS (imposto estadual), que gira em torno de 17% a 20% dependendo do estado, continua sendo aplicado normalmente sobre todas as encomendas.

E você, parou de comprar ou o carrinho continua cheio mesmo com as taxas?



domingo, 11 de janeiro de 2026

Os Destaques na CES 2026: Robôs, IA e Inovações que Vão Mudar o Mundo


Na última semana, o mundo tecnológico foi dominado pela CES 2026, com foco em IA, robótica e infraestrutura de chips, além de resultados financeiros fortes de empresas como TSMC e Foxconn. Destaques incluem avanços em robôs humanoides, data centers massivos e promoções de smartphones no Brasil.

A feira CES 2026, em Las Vegas, destacou robótica com humanoides como Atlas, robôs de companhia para idosos e pets, e drones autônomos para tarefas domésticas. Nvidia apresentou a plataforma Vera Rubin, 5 vezes mais poderosa e 90% mais barata, além do Alpamayo para IA física. Samsung revelou visão "Companion to AI Living" com TVs Micro LED de 115 polegadas e monitores 6K 3D sem óculos.

CES 2026: A Revolução da IA e da Robótica Toma Conta de Las Vegas

 CES 2026, realizada no Centro de Convenções de Las Vegas e encerrada em 9 de janeiro, consolidou-se como o epicentro global da inovação tecnológica. Pela primeira vez em anos recentes, a inteligência artificial (IA) e a robótica não foram meros complementos, mas protagonistas absolutas, com empresas como Nvidia, Samsung, Intel e Hyundai apresentando vislumbres concretos de um futuro onde máquinas humanoides e assistentes onipresentes redefinem o cotidiano. Diante de multidões entusiasmadas, executivos defenderam o potencial transformador da IA, mesmo em meio a debates sobre bolhas econômicas e preocupações éticas.


Robótica Humanóide: O Atlas e Seus Rivais

Robôs humanoides roubaram a cena, simbolizando a maturidade da robótica física alimentada por IA. A Boston Dynamics, em parceria com a Hyundai e o Google DeepMind, exibiu o protótipo Atlas, capaz de marchar com fluidez, girar a cabeça e manusear objetos com 56 graus de liberdade e mãos sensoriais ao tato – projetado inicialmente para fábricas, com planos de produção em massa a partir de 2028. Outros destaques incluíram robôs quadrúpedes semelhantes a cães, capazes de cirurgias na coluna ou xadrez, e o Vex da Frontier-X, que segue pets gravando vídeos via IA embarcada. Esses avanços prometem aplicações industriais, domésticas e de saúde, embora ainda enfrentem desafios de custo e escalabilidade.

Avanços em IA e Infraestrutura de Chips

A Nvidia anunciou a plataforma Vera Rubin, cinco vezes mais potente e 90% mais acessível que antecessoras, ao lado do Alpamayo para IA física, reforçando sua liderança em data centers. Intel e Qualcomm enfatizaram processamento de IA local em PCs e smartphones, com chips Core Ultra Series 3, visando mitigar dependências de nuvem. Debates sobre uma "bolha da IA" ecoaram, com investimentos em data centers superando US$ 61 bilhões em 2025, mas executivos como Panos Panay da Amazon insistiram: "Isso não é uma moda passageira". Sessões políticas com autoridades dos EUA discutiram regulamentação e energia para sustentar essa expansão.

Eletrodomésticos Inteligentes e Experiências Imersivas

A Samsung apresentou sua visão "Companion to AI Living", com TVs Micro LED de 115 polegadas, monitores 6K 3D sem óculos e geladeiras controladas por voz. Dispositivos vestíveis como joias IA da Nirva, anel Index 01 da Pebble e pulseira Bee da Amazon capturam conversas para notas, priorizando privacidade em um ecossistema "sempre ouvindo". A feira também explorou saúde digital, com mixers sobre sono e wireless, e inovações como secadores de cabelo Dreame Pilot 20 com IA.

Outros Destaques

Jensen Huang, CEO da Nvidia, recebe Medalha de Honra IEEE 2026 por impacto das GPUs. Uber revela robotaxi com Lucid e Nuro; Meta suspende óculos Ray-Ban globalmente. Tendências incluem IA em viagens, robótica externa e displays 3D.

Mercado de Smartphones

No Brasil, Galaxy S25 de 256GB teve preço baixo, iPhone 16 com 40% de desconto no Mercado Livre, e Motorola recomendada para janeiro. Vazamentos mostram Galaxy S26 e Z Flip7 FE com descontos de até 60%; Samsung atualiza S10/S20/S21. Qualcomm negocia Snapdragon 8 Elite Gen 6 para Galaxy S27 Ultra.

A CES 2026 não foi apenas um espetáculo de protótipos chamativos, mas um manifesto de como a IA integrada a robótica e hardware redefine indústrias. Preocupações com privacidade, consumo energético e bolhas financeiras persistiram, mas o otimismo prevaleceu: robôs como o cachorrinho Tombot para apoio emocional e policy talks sinalizam adoção em massa. Para 2026, a mensagem é clara – o futuro não espera; ele caminha entre nós, impulsionado por colaborações globais e investimentos bilionários em infraestrutura.


Fontes: CNN Brasil, Forbes, Exame, Mundo Coop

quarta-feira, 16 de abril de 2025

NOVA ATUALIZAÇÃO WHATSAPP MOSTRA PESSOAS ONLINE! TRUQUE MOSTRA (COMO ESCONDERER) QUEM ESTAR ONLINE


Nova Atualização do WhatsApp começou a testar um recurso que mostra o número de pessoas online em grupos. Essa atualização foi identificada pela primeira vez em versões beta do aplicativo para Android (versão 2.24.25.30).

Como deve funcionar essa nova atualização:

 * Contador no topo do grupo: Ao abrir um grupo, um contador deve aparecer no topo, logo abaixo do nome do grupo, indicando o número de participantes que estão online naquele momento. Por exemplo, poderá mostrar algo como "3 online".

 * Não mostra quem está online: É importante ressaltar que esse contador mostrará apenas o número total de pessoas online no grupo, sem revelar a identidade de cada usuário ativo.

 * Substitui informação anterior: Anteriormente, o WhatsApp mostrava um resumo dos nomes dos participantes abaixo do nome do grupo. Essa nova funcionalidade do contador de online deve substituir essa informação.

 * Considera apenas quem tem o app aberto: O contador provavelmente contabilizará apenas os usuários que têm o aplicativo WhatsApp aberto e conectado à internet no momento. Não necessariamente indica que essas pessoas estão ativamente interagindo no chat do grupo.

 * Respeita as configurações de privacidade: Usuários que configuraram suas contas para ocultar o status "online" provavelmente não serão contabilizados nesse contador para outros membros do grupo que também optaram por não mostrar seu status.

Objetivo da atualização (possível):
 * Melhorar a sincronia em grupos: A funcionalidade pode ajudar os membros do grupo a terem uma ideia de quantos participantes estão disponíveis para interagir em tempo real, facilitando a comunicação e a tomada de decisões rápidas.

 * Semelhança com outras plataformas: Essa funcionalidade é semelhante ao que já existe em outras plataformas de mensagens e redes sociais, onde é possível ver o número de usuários ativos em um determinado chat ou sala.
Disponibilidade:
Atualmente, essa funcionalidade está em fase de testes beta e não está disponível para todos os usuários. O WhatsApp geralmente libera novas funcionalidades gradualmente após testes bem-sucedidos. Portanto, é esperado que essa novidade seja implementada para todos os usuários em futuras atualizações do aplicativo para Android, iOS e Desktop.


Para saber mais detalhes e acompanhar o lançamento oficial, você pode ficar de olho aqui para mais notícias sobre o WhatsApp e nas atualizações dos aplicativos do seu celular.

Vídeo do Canal com a análise e demonstração da nova atualização WhatsApp mostra pessoas online. 

quinta-feira, 11 de maio de 2023

PRINCIPAIS PONTOS PROJETO DE LEI n° 2630, DE 2020 (PL DAS FAKE NEWS) E ONDE ISSO PODE AFETAR A INTERNET POR UM TODO NO BRASIL



O Projeto de Lei n° 2630/2020, conhecido como PL das Fake News, tem como objetivo regulamentar o uso da internet no Brasil, de forma a combater a disseminação de informações falsas e garantir maior transparência e responsabilidade por parte dos usuários e empresas que atuam nesse meio.

Entre as principais características do projeto, podemos destacar:

Definição de fake news: o projeto define fake news como informações falsas ou distorcidas, que tenham potencial de causar danos individuais ou coletivos, ou prejudicar a integridade de processos eleitorais.

Responsabilidade das plataformas digitais: as empresas que atuam na internet, como redes sociais e serviços de mensagens, serão responsáveis por garantir a veracidade das informações divulgadas em suas plataformas. Elas deverão adotar medidas para identificar e remover conteúdos falsos ou enganosos.

Identificação de usuários: as plataformas digitais deverão exigir a identificação de seus usuários, por meio de dados pessoais como CPF ou número de telefone celular. Isso permitirá que as autoridades possam rastrear a origem de informações falsas e responsabilizar os responsáveis por sua disseminação.

Combate à desinformação durante eleições: o projeto prevê a criação de um conselho de transparência e responsabilidade na internet, que terá como objetivo monitorar a disseminação de fake news durante processos eleitorais. Além disso, os candidatos e partidos políticos terão que declarar o impulsionamento de conteúdo nas redes sociais.

Punição para quem disseminar fake news: aqueles que criarem ou disseminarem fake news poderão ser penalizados com multas e até mesmo prisão, dependendo da gravidade do caso. As plataformas digitais também poderão ser penalizadas caso não cumpram com as obrigações previstas na lei.

O projeto de lei ainda está em tramitação no Congresso Nacional e pode sofrer alterações antes de ser aprovado. No entanto, sua aprovação é considerada importante para garantir um ambiente mais seguro e responsável na internet, especialmente em um contexto em que a disseminação de informações falsas tem causado prejuízos para a sociedade como um todo.

Os Principais Pontos da PL DAS FAKE NEWS:

Proibição da criação de contas falsas nas mídias sociais para simular a identidade de uma pessoa ou entidade;

Proibição de uso de ‘bots’, ou seja, contas automatizadas geridas por robôs;
Limitação do alcance de mensagens muito compartilhadas;

Determina que empresas mantenham o registro de mensagens encaminhadas em massa durante três meses;

Exige a identificação de usuários que patrocinam conteúdos publicados, essa seria uma forma de evitar anúncios falsos de golpes financeiros, por exemplo;

Proíbe que contas oficiais de organizações governamentais ou de pessoas de interesse público (como políticos) bloqueiem contas de cidadãos comuns;

Criação do Conselho de Transparência e Responsabilidade na Internet, entidade autônoma de supervisão para regulamentar e fiscalizar os provedores;

Determina que provedoras de redes sociais estabeleçam sedes no Brasil;

Imposição de sanções ou punições, como advertências ou multas, às empresas que descumprirem as medidas previstas em lei.


A LEI se aplica a Todos? Será?

A imunidade parlamentar é um dispositivo constitucional que visa impedir que políticos respondam por crimes comuns em decorrência de seus discursos e opiniões compartilhadas em suas mídias sociais. Este direito será garantido somente aos senadores e deputados estaduais e federais. 

Nesse sentido, um político em cargo eletivo não poderá ser condenado devido a uma opinião exposta em plenário ou compartilhada no ambiente virtual. Este foi um ponto polêmico do PL das Fake News, pois acredita-se que essa abertura possa ser utilizada como possibilidade para divulgar notícias falsas sem que haja punição.

Apesar disso, mesmo com a imunidade parlamentar, políticos podem ser processados pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Remuneração a Imprensa Tradicional? 

A remuneração para empresas jornalísticas é uma das propostas do projeto de lei. Este é um fato inédito no país, o objetivo é remunerar as empresas jornalísticas pelos conteúdos de notícias usados pelos provedores. 

Nesse sentido, entidades representativas do setor de comunicação do Brasil e organizações jornalísticas demonstraram apoio ao PL das Fake News. Na avaliação das entidades e organizações, a proposta demonstra a valorização do jornalismo, acreditam ser um elemento decisivo para que se forme um “ecossistema jornalístico amplo, diverso e saudável, capaz de combater a desinformação e discursos de ódio” afirmam em nota.

A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) é uma das entidades que defendem o projeto de lei, assim como a remuneração pelo conteúdo jornalístico reproduzido nas mídias sociais e ferramentas de busca. Em nota, disse ser “imprescindível que o Brasil combata com vigor a disseminação de notícias falsas e a propagação da desinformação nas redes sociais, que desqualificam a razão de ser do jornalismo e contaminam o debate democrático”.

O modelo de negociação do projeto é semelhante ao que foi adotado na Austrália e é amplamente defendido por empresas de grande porte e instituições como a Associação Nacional de Jornais (ANJ) e Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert). Segundo estas organizações, no caso australiano, os repasses têm beneficiado empresas de grande e pequeno porte em diversos aspectos, sobretudo na contratação de mais profissionais.

Qual será o impacto real na criação de conteúdo? 

O maior prejuízo  para os Criadores é a forma como as grandes empresas vão reagir as "multas" e futuros prejuízos  com as ações e remuneração a Imprensa. Talvez sites como Facebook, YouTube que pagam seus criadores com anúncios tenha suas receitas reduzidas. As redes sociais também podem ser afetadas com o temor da lei. A criação de conteúdo PL pode ter um impacto realmente negativo na sociedade e no indivíduo, afetando a saúde, a segurança, a democracia e a confiança nas informações. É importante que as pessoas sejam capazes de reconhecer e denunciar a propaganda enganosa e as fake news para ajudar a reduzir esses impactos negativos.





quinta-feira, 7 de abril de 2022

Havan e Multilaser Denunciar Shopee, Shien, AliExpress, outras por Contrabando




Na última quarta-feira (23), empresários e associações que representam diversos setores do varejo enviaram um ofício à Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciando o que seria uma situação de concorrência “desleal e predatória” a qual estariam submetidos por conta da atividade de plataformas como o AliExpress, Mercado Livre, Shopee, Wish e Shein, por exemplo.

Em todas esses sites, consumidores conseguem importar produtos — principalmente dos Estados Unidos e da China — por preços inferiores aos praticados que são no Brasil, às vezes até por menos da metade. As compras só costumam ser taxadas, no entanto, se o valor total ultrapassa os US$ 50 (cerca de R$ 240 pela cotação atual).



O ofício foi encabeçado por nomes como Luciano Hang, dono das lojas Havan, e Alexandre Ostrowiecki, presidente da Multilaser.

Seis entidades assinaram o documento: a Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos (Abrinq), Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Associação Nacional de Fabricação de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros), Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), Fórum Nacional Contra a Pirataria e Ilegalidade e Instituto Brasil Legal (FNCP/IBL) e a Associação dos Distribuidores e Importadores de Perfumes, Cosméticos e Similares (Adipec).

O documento destaca, por exemplo, que o país recebe todos os dias mais de meio milhão de encomendas internacionais comercializadas por estas plataformas, com taxas de crescimento superiores a 150% ao ano.

Com isso, o Brasil deixará de arrecadar mais de R$ 60 bilhões de impostos em 2022, valor que deve ultrapassar a casa dos US$ 100 bilhões em 2023.



“Estes valores ainda não incluem outras dezenas de bilhões de reais sonegados através das plataformas digitais presentes no próprio mercado interno. Estas plataformas estão dizimando pequenas, médias e até mesmo grandes empresas nacionais, desde o comércio varejista até o setor industrial”, dizem os empresários.

O documento aponta, por exemplo, o uso ilegal da Lei de Intercompany Price, originalmente criada há algumas décadas, e que permite que empresas sediadas no exterior possam mandar produtos “semiacabados” para serem finalizados aqui em território nacional e, em seguida comercializados.

Os empresários também denunciam uma suposta prática de subfaturamento para um menor recolhimento de tributos, por meio de falsas declarações de preço. Isso “sangraria” em 35% dos cofres da Receita Federal.



Justamente por isso, até a entrega via Correios entrou na mira: as associações destacam que a fiscalização feita pela estatal é menor do que em outros modos de envio. Muitos produtos viriam com as falsas declarações, tanto de valor como de remetente para que a encomenda se caracterize como um envio de “presente” sem transação comercial e abaixo de US$ 50,00, o que, na legislação atual, isentaria a transação de tributos.

O pedido aponta, inclusive, a assistência que os marketplaces deixam de prestar aos consumidores, que muitas vezes saem lesados após realizar alguma compra. Como comprovação, os empresários anexaram uma série de manifestações de brasileiros na internet reclamando das empresas, principalmente por meio do site Reclame Aqui.



Como funcionam as compras

O documento lista qual é o caminho realizado pelas compras que são feitas por essas plataformas:

  • Consumidor brasileiro entra nos sites e aplicativos das plataformas internacionais;
  • Devido aos preços atrativos, sem a cobrança de impostos de importação, realiza suas compras;
  • Um intermediador financeiro no Brasil coleta o dinheiro do consumidor em reais e transfere em dólares para as  plataformas na China, sem o IOF internacional de 6,38%;
  • O pedido então é liberado e o pacote é expedido de um Centro de Distribuição na China, com documentação falsa e valores subfaturados;
  • Os produtos são transportados em aviões cargueiros dedicados para estes sites;
  • Os pacotes passam pela Suécia e são reetiquetados, tendo sua origem adulterada – de China para Suécia – com o intuito de burlar a aduana;
  • Os pacotes chegam rapidamente ao Brasil, agora com registros de origem Sueca;
  • 500 mil pacotes por dia chegam na fiscalização alfandegária, mas menos de 2% são efetivamente fiscalizados e eventualmente tributados;
  • Os produtos são entregues aos Correios, que realizam a entrega em todo território nacional.



As mudanças que os empresários pedem nos sites chineses

Em apresentação encaminhada à PGR com 97 slides, os empresários pontuaram que todo esse processo, que eles chamam de “engenharia financeira e tributária”, dá uma vantagem competitiva de mais de 35% nas vendas para essas empresas.

O ofício ainda pontua que as companhias nacionais não podem realizar as mesmas práticas, por exemplo. “A isonomia tributária é essencial para a manutenção de um ambiente saudável de comércio no país, que permita a manutenção e crescimento dos empregos, tanto na indústria como no varejo, o que é extremamente importante, em especial, no momento que o país vive”.

As associações listaram uma série de medidas que poderiam mudar o cenário:

– Recolhimento dos impostos de importação, via cobrança de IOF, realizado pelo intermediador de pagamento e instituição financeira brasileira, no momento do pagamento pelo consumidor brasileiro.

– Aplicação da Alíquota mínima de 80%, de acordo com o Regime de Tributação Simplificada – RTS na importação (60% de impostos federais + ICMS), a fim de se equiparar a mesma tributação exigida das empresas instaladas no Brasil.

– Revogação da alíquota de 0%, quando há um banco intermediário no Brasil.

– Extinção do “De minimis”, voltado à entrada no País de produtos remetidos por pessoa física e recebidos por pessoa física, devido à “brecha” legal que facilita a sonegação na entrada de produtos pelos sites internacionais.

– Responsabilização legal do transportador, incluindo os Correios, em caso de transporte de produto contrabandeado, sob pena de responder solidariamente pelos ilícitos tributários, consumeristas e penais.

– Obrigatoriedade das empresas de transporte em informar à alfândega o custo efetivo de frete referente a cada encomenda, repassados ou não ao consumidor, para integração à Base de Cálculo dos tributos de importação a serem recolhidos no momento de entrada no território nacional.

– Exigência de acompanhamento da Nota Fiscal, para que qualquer mercadoria a ser transportada pelos Correios apresente os dados fiscais necessários.

– Extinção à declaração de conteúdo como substituição à nota fiscal.

– Integração das informações de transporte e despacho de mercadorias dos Correios à Receita Federal, para verificação de todas as obrigações legais (fiscais-tributárias).

– Estabelecimento de mecanismos legais, focados em vetar a possibilidade de privatização dos Correios por empresas de setores distintos ao de transporte, como atacadistas, varejistas e/ou e-commerce, que possuam interesses diretos ou indiretos no uso da empresa para outros fins.

– Empresas asiáticas teriam interesse na aquisição dos Correios exatamente por poderem ter o controle logístico do ingresso das mercadorias no Brasil.



Resposta do governo às demandas de Hang e aliados

Segundo informou o jornal O Globo, o Ministério da Economia está preparando uma medida provisória contra a atuação das plataformas digitais para combater o que seria um “camelódromo digital”.

A medida teria se tornado prioridade tanto para a equipe econômica como para a Receita Federal. O Globo divulgou que uma das possibilidades discutidas é, inclusive, determinar a tributação da importação feita por pessoas físicas independentemente do valor da compra, mesmo que fique abaixo dos US$ 50.

O que dizem as empresas chinesas

Em nota, o AliExpress afirmou que é “um e-marketplace que permite que comerciantes e compradores se conectem diretamente para benefício mútuo.  Respeitamos e nos esforçamos para cumprir todas as regras e regulamentos aplicáveis nos mercados em que operamos.  Os comerciantes que utilizam nossa plataforma são separadamente responsáveis por cumprir as leis e regulamentos aplicáveis a eles também. Para isso, fornecemos todos os meios apropriados e eficazes a este respeito. Não encorajamos nem o vendedor, nem o comprador a realizar qualquer evasão fiscal ou cometer fraudes, incluindo qualquer forma subfaturamento da compra”.

O Mercado Livre diz que “acompanha a discussão em torno de uma eventual Medida Provisória, para contribuir com a legalidade da atividade, uma vez que a empresa compartilha da mesma preocupação do varejo”.

Leia a íntegra da nota da empresa:

Os desafios enfrentados pelo varejo digital também são impostos ao varejo físico, sendo que o ambiente digital proporciona um conjunto ainda maior de ferramentas para combater eventuais desvios de conduta que prejudicam o setor e seus consumidores. Apesar disso, o Mercado Livre não se enquadra no questionamento levantado por parte do setor varejista e acredita que a adoção de boas práticas, qualidade da oferta e experiência do usuário não dependem da nacionalidade de pessoas ou empresas.

Além de investir fortemente no combate à pirataria, falsificação e fraude, incentiva e formaliza milhares de vendedores do seu marketplace todos os anos. Com isso, somente em 2021, a empresa pagou diretamente mais de R$ 2,5 bilhões em tributos municipais, estaduais e federais, mais do que o dobro pago em 2020. A partir do avanço da sua rede logística própria, apenas 5% das vendas da plataforma correspondem a pessoas físicas, que estão começando seu negócio ou que transacionam esporadicamente baixos volumes ou itens usados, e que são isentas de pagar tributos de acordo com o Código Tributário Nacional. Integram ainda esse pequeno percentual as vendas de grandes varejistas que utilizam sua própria rede logística. O Mercado Livre controla os outros 95% das vendas da plataforma, garantindo emissão de nota fiscal. 

A partir do entendimento de que existem outras plataformas digitais que não adotam as mesmas condutas e boas práticas, o Mercado Livre espera contribuir com todo o ecossistema ao liderar o trabalho conjunto e integrado com as iniciativas pública e privada e por meio de compromissos, parcerias e alianças formais, que propiciam a discussão e a transformação das relações entre os atores desta cadeia. Presente há mais de 22 anos no Brasil, onde emprega mais de 12 mil pessoas diretamente, o Mercado Livre acredita que democratizar o comércio vai além da digitalização, abrindo oportunidades para as pessoas e essa é a maior contribuição da empresa.

As outras empresas citadas no ofício. Esta matéria será atualizada com os posicionamentos.

Fonte: Money Times

domingo, 4 de julho de 2021

COMO CRIAR CANAL NO YOUTUBE PELO CELULAR OU COMPUTADOR (PC) ATUALIZADO 2021

Ter um canal no YouTube nunca foi tão fácil. Dá para criar uma página no YouTube pelo celular ou PC. O processo de criação é quase o mesmo e não vai precisar nada a mais do que você já tem em mãos ou na sua frente.

Para ter um canal reconhecido e que vai da certo precisar fazer uns ajustes para que página seja único. É muito importante que faça isso como a maior eficiência possível por que assim as chances que seu futuro canal tenha sucesso vão aumentar consideradamente.  

Provavelmente você tem um GMail, e-mail do Google, ou se não é simples de criar e basta acessar o site ou baixar o aplicativo na loja do seu celular. Com a conta Google criada ir ao YouTube e acessar o canto superior direito onde normalmente fica uma "figura", uma foto. Ao acessar o YouTube pela primeira vez ou comenta, curtir um conteúdo o sistema vai acusar que não tem uma conta ou precisar criar um canal.




Canal criado vai precisar verificar essa página. Clique na sua foto do perfil no canto superior direito e selecione a conta adequada. Clique em Fazer login no canto superior direito para ver se o seu canal está qualificado para a verificação.



A verificação é feita com a comprovação que "você é você mesmo". Depois de adicionar uma foto no perfil e uma capa ao canal, você precisa fazer a verificação da conta para ser um parceiro do YouTube. A verificação é feita pelo PC nas configurações de conta. Ao fazer o pedido receberá um SMS com código (link) de ativação. Fazendo esse processo vai liberar já algumas funções no site para aumentar a sua criação de conteúdo.

O Nome do seu Canal no YouTube é sua identidade na maioria das vezes e muitos optam por usar nomes próprios que pode parecer uma ideia simples e preguiçosa, pois o nome certo pode trazer a autoridade que precisa para atrair as pessoas e fazer com que eles confie em seus conteúdo. Tente colocar ao referente ao que faz, como exemplo: Marcio ProFIT ou Ana Tech ou inda algo mais elaborado tipo IODROID a fusão de duas marcas, iOS (IPhone) e Android, a um só publico. O nome é extremamente importa na hora das buscas onde tem dezenas de outros falando o mesmo assunto e o nome certo trás a autoridade que você precisa na hora de brigar pelos clique. O nome do canal também é uma ferramenta de busca e ajuda no SEO para ranquear seus vídeos e assim ter mais chances de ser recomentado pelo YouTube.

Para ter o canal Monetizado e entra no Programa de Parceria do YouTube (PPY) e começar a ganhar dinheiro com os anúncios e ferramentas vai precisar de uns requezitos além de cumprir as regras gerais da plataforma. Ter 1 Mil Inscritos e 4 Mil Horas são o minimo para seu canal ser avaliado pelo Google e se aprovado ele passará a receber anúncios. Lembrando que o YouTube paga em Dólar e a retirada é mensal a parte de 100,00 Dólares. 


Veja Mais:

Como Ganhar 1 MIL Inscritos e FAZER 4 MIL Horas no modo Turbo.

Como Ganhar dinheiro no YouTube sem Adsense.

Dicas e Truques Atualizadas para YouTube.

Segredos dos Atalhos para usar com YouTube.



quarta-feira, 23 de junho de 2021

Nova Atualização Download GBWhatsApp Latest Version (v11.30) Anti-Ban Update


 GBWhatsApp é um mod do Antiban baseado no WhatsApp . GBWhatsApp é a modificação do orignal WA. Isso faz com que todo o aplicativo Antiban.and este mod feito por Sam Mods . este é o melhor whatsapp para quem estava entediado com Officail e outros modded Whatsapp Apenas Sam Mods fornecem Mod Antiban.

Funções Especiais

Adicionado Trocar conta 
Adicionado Message Scheduler 
Adicionado Resposta Automática
Adicionada transmissão para o grupo
Adicionado Increese Forward
Adicionado Modificar Chats

Funções do GBWhatsApp

  • Suporta chamadas.
  • Emojis Changer!
  • Zoom para filmagens de perfis.
  • Mods de privacidade: oculte “Visto pela última vez”.
  • Mods de temas e servidor de temas (para baixar / aplicar temas).
  • Alteração carrapatos / bolhas vogue Mod.
  • Estatísticas de contador para o grupo.
  • Visualização de mídia sem carregar.
  • Mostrar online / visto pela última vez na tela principal.
  • Aumente o tamanho do vídeo, enviando de 16 MB para 30 MB.
  • O envio de imagens aumenta de 10 para 90 fotos.
  • Aumente as palavras de status de 139 caracteres para 250.
  • Capacidade de continuar os links na tela de bate-papo sem salvar a variedade do remetente ou a variedade do administrador do cluster.
  • Capacidade de inserir links no status de seus amigos sem esforço.
  • A chance de identificação entre mensagens tradicionais e broadcast.
  • Oculte o nome e a data enquanto copia para outro usuário de bate-papo.
  • Status de copiar e colar.
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